segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A tabela de roteamento IP

A tabela de roteamento IP

Cada computador que executa TCP/IP toma decisões de roteamento. Essas decisões são controladas pela tabela de roteamento IP. Para exibir a tabela de roteamento IP em um computador com sistemas operacionais Windows Server 2003, você pode digitar route print em um prompt de comando.
A tabela a seguir mostra um exemplo de uma tabela de roteamento IP. Esse exemplo é para um computador com Windows Server 2003, Standard Edition, com adaptador de rede de 10 MB e a seguinte configuração:
  • Endereço IP: 10.0.0.169
  • Máscara de sub-rede: 255.0.0.0
  • Gateway padrão: 10.0.0.1

  • As descrições da primeira coluna da tabela anterior na verdade não são exibidas na saída do comando route print.
A tabela de roteamento é criada automaticamente, com base na configuração TCP/IP atual do computador. Cada rota ocupa uma única linha na tabela exibida. O computador procura na tabela de roteamento a entrada com maior correspondência ao endereço IP de destino.
O computador usa a rota padrão se nenhuma outra rota de host ou rede corresponder ao endereço de destino incluído em um datagrama IP. A rota padrão geralmente encaminha um datagrama IP (para o qual não há correspondência ou rota local explícita) a um endereço de gateway padrão de um roteador na sub-rede local. No exemplo anterior, a rota padrão encaminha o datagrama a um roteador com o endereço de gateway  10.0.0.1.
Como o roteador correspondente ao gateway padrão contém informações sobre as identificações de rede das outras sub-redes IP na internet TCP/IP maior, ele encaminha o datagrama a outros roteadores até que o datagrama seja entregue a um roteador IP conectado ao host de destino ou à sub-rede especificada na rede maior.
As seções a seguir descrevem cada uma das colunas exibidas na tabela de roteamento IP: destino de rede, máscara de rede, gateway, interface e métrica.

Destino de rede

O destino de rede é usado com a máscara de rede correspondente ao endereço IP de destino. O destino de rede pode variar de 0.0.0.0 para a rota padrão até 255.255.255.255 para a difusão limitada, um endereço de difusão especial para todos os hosts do mesmo segmento de rede.

Máscara de rede

A máscara de rede é a máscara de sub-rede aplicada ao endereço IP de destino ao fazer sua correspondência ao valor do destino de rede. Quando a máscara é escrita em notação binária, o "1" precisa de correspondência e "0" não. Por exemplo, uma rota padrão usa uma máscara de rede 0.0.0.0 que é convertida para o valor binário 0.0.0.0, portanto os bits não precisam de correspondência. Uma rota do host — uma rota correspondente a um endereço IP — usa uma máscara de rede 255.255.255.255 que é convertida para o valor binário 11111111.11111111.11111111.11111111, portanto deve haver correspondência entre bits.

Gateway

O endereço de gateway é o endereço IP que o host local usa para encaminhar datagramas IP a outras redes IP. É o endereço IP de um adaptador de rede local ou de um roteador IP (como um roteador de gateway padrão) no segmento de rede local.

Interface

A interface é o endereço IP configurado no computador local para o adaptador de rede local usado quando um datagrama IP é encaminhado pela rede.

Métrica

A métrica indica o custo de uso de uma rota, geralmente o número de saltos até o destino IP. Qualquer coisa na sub-rede local equivale a um salto e cada roteador que passa após isso é um salto adicional. Se existirem diversas rotas para o mesmo destino com métricas diferentes, a rota com a menor métrica é selecionada.
Para obter informações sobre como adicionar rotas à tabela de roteamento IP, consulte Adicionar uma rota IP estática. Para obter informações sobre como excluir rotas na tabela de roteamento IP, consulte Remover uma rota IP estática.

Hosts com várias bases

A seguir, a tabela de roteamento padrão para um host com várias bases no Windows Server 2003, Standard Edition com essa configuração:
  • Adaptador de rede 1 (10 MB)
    • Endereço IP: 10.0.0.169
    • Máscara de sub-rede: 255.0.0.0
    • Gateway padrão: 10.0.0.1
  • Adaptador de rede 2 (100 MB)
    • Endereço IP: 192.168.0.200
    • Máscara de sub-rede: 255.255.0.0
    • Gateway padrão: 192.168.0.1

 

Observação
  • As descrições da primeira e segunda colunas da tabela anterior na verdade não são exibidas na saída do comando route print.
Para obter informações sobre a habilitação do encaminhamento IP em um computador com hospedagem múltipla que executa um sistema operacional Windows Server 2003, consulte Ativar o serviço Roteamento e acesso remoto.
Observações
  • Ao configurar o gateway padrão em cada adaptador de rede, você pode criar uma rota 0.0.0.0 para cada adaptador de rede. Contudo, apenas uma rota padrão é realmente usada. No exemplo anterior, o endereço IP 10.0.0.169 é o primeiro adaptador de rede nas ligações TCP/IP e, portanto, é usada a rota padrão para o adaptador de rede 1. Como somente um gateway padrão é utilizado, você precisa configurar apenas um adaptador de rede com um gateway padrão. Isso reduz a confusão e garante os resultados pretendidos.
  • Se o roteador IP for um servidor que executa o Windows Server 2003 e tiver uma interface em uma determinada rede, será necessária uma rota para chegar a essa rede. Você pode adicionar rotas estáticas ou usar protocolos de roteamento fornecidos pelo serviço Roteamento e Acesso Remoto. Para obter informações sobre roteamento IP com o serviço Roteamento e Acesso Remoto, consulte Routing.

Cisco inova com roteador super-potente

Reuters

ASR 9000 permite conexão de internet seis vezes mais veloz. / Reuters
ASR 9000 permite conexão de internet seis vezes mais veloz.



NOVA YORK - A Cisco Systems estreou um padrão de roteadores que aumentará a velocidade das conexões de internet.
A fabricante de equipamentos de rede prevê que o tráfego online irá dobrar a cada dois anos até 2012 e afirmou que o roteador ASR 9000 será seis vezes mais potente do que produtos rivais de marcas como a Juniper Networks.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Roteadores e Switches camada 3

Artigo muito interessante do site HSW: 

Enquanto a maioria dos switches opera na camada de enlace de dados(camada 2) do Modelo de referência OSI, alguns incorporam funções de um roteador e também operam na camada de rede (camada 3). Na verdade, um switch de camada 3 é muito parecido com um roteador.


Os switches da camada 3 operam na camada de rede


Quando um roteador recebe um pacote, ele observa os endereços da fonte e do destino da camada 3 para determinar o caminho que o pacote deve tomar. Um switch padrão utiliza os endereços MAC para determinar a fonte e o destino do pacote. Este procedimento é feito na camada 2 (enlace de dados) da rede.
A principal diferença entre um roteador e um switch de camada 3 é que os switches têm hardware otimizado para transmitir dados tão rapidamente quanto os switches de camada 2. Entretanto, eles ainda decidem como transmitir o tráfego na camada 3, exatamente como um roteador faria. Dentro de um ambiente LAN, um switch de camada 3 é geralmente mais rápido do que um roteador porque é construído para ser um hardware de comutação. Muitos switches de camada 3 da Cisco são, na verdade, roteadores que operam mais rapidamente porque são construídos com pastilhas personalizadas de comutação.
O reconhecimento de padrões (pattern matching) e a memória cache em switches de camada 3 funcionam de maneira semelhante a um roteador. Ambos utilizam um protocolo e uma tabela de roteamento para determinar o melhor caminho. Entretanto, um switch de camada 3 tem a capacidade de reprogramar dinamicamente um hardware com as informações atuais de roteamento da camada 3. Por isso o processamento dos pacotes é mais rápido.
Nos switches de camada 3 atuais, as informações recebidas pelos protocolos de roteamento são utilizadas para atualizar a memória cache das tabelas do hardware.

domingo, 10 de outubro de 2010

Juniper lança interface de 100 Gigabit Ethernet para roteador

Interface pretende suportar o avanço do gerenciamento em nuvem, que já utiliza em grande escala os aplicativos existentes, como vídeo e transferêcia de dados, nos sistemas de redes virtuais.
A Juniper Networks lança um cartão de interface para roteador com 100 Gigabit Ethernet (100 GE) e será comercializado em seu roteador de núcleo T1600. De acordo com a empresa, o desenvolvimento do produto se deve ao rápido crescimento de tráfego – com vídeo, serviços avançados sem fio e outras tecnologias emergentes, como a computação em nuvem. Além disso, ela alega que as redes de núcleo em breve demandarão um novo nível de escala, e as interfaces de 100 GE suportarão muito melhor esse aumento do que a maioria das interfaces disponíveis atualmente.
 
Com a nova interface, a desenvolvedora garante proteção de longo prazo aos investimentos de seus clientes, bem como escalabilidade e flexibilidade necessárias para elevar o faturamento de serviços de alta capacidade, como vídeo e Evolução de Longo Prazo (LTE). O cartão de interface 100 GE tem o propósito de permitir que provedores de serviços e data centers reduzam o número de interfaces necessárias em suas redes, para obter ganhos decorrentes de topologias simplificadas e melhoria da eficiência operacional.
 
Junto a soluções: roteador de núcleo T1600 e sistema de controle Juniper (JCS) 1200, a 100 GE busca ajudar os provedores de serviços com fio e wireless, bem como àqueles que constroem nuvens e data centers, com a meta de cumprir a virtualização para consolidar recursos, elevar eficiência e reduzir custos. Com essa integração, a empresa diz estar posicionada à entregar serviços de próxima geração, como LTE, software como serviço (SaaS) e redes como serviço (NaaS).
 
Todas as plataformas são comandadas pelo software JUNOS, sistema operacional único para a integração de roteamento, switching, segurança e serviços de rede da Juniper Networks. Para desenvolvimento de soluções de parceiros (PSDP) [2], a Juniper disponibilidade de escalar os recursos de serviços por meio de equipamentos únicos e customizados.
 
A Juniper demonstrará o cartão de interface 100 GE em seu estande (5L27) durante o Interop Tóquio, que acontece no Japão. O novo produto deve ser implantado em redes-piloto de clientes da Juniper até o fim de 2009 e pretende lançar comercialmente a interface em 2010.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Comandos Básicos Router Cisco

Pessoal,
Pra quem (assim como eu) precisa de uns exemplos referentes a comandos em roteadores Cisco, seguem alguns comandos bacanas que eu achei no blog do SecurityOffice da galera Linux... Valeu!
http://under-linux.org/members/securityoffice/


Router> // modo usuário

Router> enable // entra modo privilegiado, caso exista senha, basta digitá-la

Router# // modo privilegiado

Router#? // mostra comandos disponíveis

Router#disable // volta modo usuário

Router#hostname linux // atribui o nome linux ao router
linux#

Router# show history // mostra os 10 últimos comandos

Router#terminal history size 15 // aumenta o número para 15 últimos comandos

Router#configure terminal // entra no modo de configuração

* vamos configurar uma interface 0 , atribuir o ip e a máscara /24 e após mudar o status para UP com o comando no shutdown

Router#configure terminal
Router(config-if)#interface ethernet 0
Router(config-if)#ip address 192.168.2.1 255.255.255.0
Router(config-if)#no shutdown

Router#copy running-config startup-config // copia configuração RAM para memória NVRAM

Router# banner motd *Somente acesso autorizado* // adiciona um banner com o dizer Somente acesso autorizado

// vamos atribuir senha para acessar o console:

Router(config-if)#line console 0 
Router(config-line)#login
Router(config-line)#password sua_senha

// Vamos permitir o acesso via telnet

Router#line vty 0 4 
Router(config-line)password sua senha

// Vamos habilitar senha para o modo privilegiado
Router(config)#enable secret sua_senha

// Vamos retirar a senha

Router(config)# no enable secret sua_senha

Router#show user // mostra os usuários que estão conectados telnet
Router#clear line número // derruba um usuário conectado telnet

Router#show flash // mostra qde memória

Router#show version // mostra versão do IOS

Router#show running-config // mostra config em execução memória RAM

Router#copy tftp running-config // copia configuração de um servidor tftp

Router#show memory // mostra memória

Router#show interfaces // mostra status das interfaces

Router#show ip route // mostra as rotas

Router#exit // faz logoff

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Diferenças entre Hub, Switch e Roteador

Introdução

Muita gente sabe que hub, switch e roteador  são nomes dados a equipamentos que possibilitam a conexão de computadores em redes. Porém, dessas pessoas, muitas não sabem exatamente a diferença entre esses dispositivos. Este artigo explicará o que cada equipamento faz e indicará quando usar cada um.

Hub

O hub é um dispositivo que tem a função de interligar os computadores de uma rede local. Sua forma de trabalho é a mais simples se comparado ao switch e ao roteador: o hub recebe dados vindos de um computador e os transmite às outras máquinas. No momento em que isso ocorre, nenhum outro computador consegue enviar sinal. Sua liberação acontece após o sinal anterior ter sido completamente distribuído.
Em um hub é possível ter várias portas, ou seja, entradas para conectar o cabo de rede de cada computador. Geralmente, há aparelhos com 8, 16, 24 e 32 portas. A quantidade varia de acordo com o modelo e o fabricante do equipamento.
Caso o cabo de uma máquina seja desconectado ou apresente algum defeito, a rede não deixa de funcionar, pois é o hub que a "sustenta". Também é possível adicionar um outro hub ao já existente. Por exemplo, nos casos em que um hub tem 8 portas e outro com igual quantidade de entradas foi adquirido para a mesma rede.
Hubs são adequados para redes pequenas e/ou domésticas. Havendo poucos computadores é muito pouco provável que surja algum problema de desempenho.



Switch

O switch é um aparelho muito semelhante ao hub, mas tem uma grande diferença: os dados vindos do computador de origem somente são repassados ao computador de destino. Isso porque os switchs criam uma espécie de canal de comunicação exclusiva entre a origem e o destino. Dessa forma, a rede não fica "presa" a um único computador no envio de informações. Isso aumenta o desempenho da rede já que a comunicação está sempre disponível, exceto quando dois ou mais computadores tentam enviar dados simultaneamente à mesma máquina. Essa característica também diminui a ocorrência de erros (colisões de pacotes, por exemplo).
Assim como no hub, é possível ter várias portas em um switch e a quantidade varia da mesma forma.
O hub está cada vez mais em desuso. Isso porque existe um dispositivo chamado "hub switch" que possui preço parecido com o de um hub convencional. Trata-se de um tipo de switch econômico, geralmente usado para redes com até 24 computadores. Para redes maiores mas que não necessitam de um roteador, os switchs são mais indicados.
Foto de um switch com 8 portas

Roteadores

O roteador (ou router) é um equipamento utilizado em redes de maior porte. Ele é mais "inteligente" que o switch, pois além de poder fazer a mesma função deste, também tem a capacidade de escolher a melhor rota que um determinado pacote de dados deve seguir para chegar em seu destino. É como se a rede fosse uma cidade grande e o roteador escolhesse os caminhos mais curtos e menos congestionados. Daí o nome de roteador.
Existem basicamente dois tipos de roteadores:
Estáticos: este tipo é mais barato e é focado em escolher sempre o menor caminho para os dados, sem considerar se aquele caminho tem ou não congestionamento;
Dinâmicos: este é mais sofisticado (e conseqüentemente mais caro) e considera se há ou não congestionamento na rede. Ele trabalha para fazer o caminho mais rápido, mesmo que seja o caminho mais longo. De nada adianta utilizar o menor caminho se esse estiver congestionado. Muitos dos roteadores dinâmicos são capazes de fazer compressão de dados para elevar a taxa de transferência.
Os roteadores são capazes de interligar várias redes e geralmente trabalham em conjunto com hubs e switchs. Ainda, podem ser dotados de recursos extras, como firewall, por exemplo.




Foto de um roteador 3Com

Finalizando

Mesmo para quem quer montar um rede pequena, conectando, por exemplo, três computadores, o uso de "hubs switch" se mostra cada vez mais viável. Isso porque o preço desses equipamentos estão praticamente equivalentes aos dos hubs. Ainda, se você for compartilhar internet em banda larga, um hub switch pode proporcionar maior estabilidade às conexões.
Uma dica importante: ao procurar hubs, switchs ou até mesmo roteadores, dê preferência a equipamentos de marcas conhecidas. Isso pode evitar transtornos no futuro.
A utilização de roteadores é voltada a redes de empresas (redes corporativas). Além de serem mais caros (se bem que é possível até mesmo usar um PC com duas placas de rede como roteador), tais dispositivos também são mais complexos de serem manipulados e só devem ser aplicados se há muitos computadores na rede. No entanto, muitos usuários de acesso à internet por ADSL conseguem usar seus modems (se esses equipamentos tiverem esse recurso) como roteador e assim, compartilham a conexão da internet com todos os computadores do local, sem que, para tanto, seja necessário deixar o computador principal ligado. Basta deixar o modem/roteador ativado.

Tipos

Entre meados da década de 1970 e a década de 1980, microcomputadores  eram usados para fornecer roteamento. Apesar de computadores pessoais poderem ser usados como roteadores, os equipamentos dedicados ao roteamento são atualmente bastante especializados, geralmente com hardware extra para acelerar suas funções como envio de pacotes e encriptação IPsec.

Roteadores modernos de grande porte assemelham-se a centrais telefônicas, cuja tecnologias actualmente estão sendo convergidas, e que no futuro os roteadores podem até mesmo substituir por completo.

Um roteador que conecta um cliente à Internet é chamado roteador de ponta. Um roteador que serve exclusivamente para transmitir dados entre outros roteadores (por exemplo, em um provedor de acesso) é chamado um roteador núcleo. Um roteador é usado normalmente para conectar pelo menos duas redes de computadores, mas existe uma variação especial usada para encaminhar pacotes em uma VLAN. Nesse caso, todos os pontos de rede conectados pertencem à mesma rede.